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Testes de Língua Portuguesa Resolvidos e Comentados

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Nessa lista alguns exercícios de vestibulares passados de Língua Portuguesa para testar seus conhecimentos. 

Abaixo de cada exercício você encontrará a resposta comentada. Lembre-se de antes de utilizar esse recurso de esgotar completamente seus recursos, tanto de seus conhecimentos próprios ou de material de apoio.

Texto para as questões 1 e 2

De todos esses periquitinhos que tem no Brasil, tuim é capaz de ser menor. Tem bico redondo e rabo curto e é todo verde, mas o macho tem umas penas azuis para enfeitar. Três filhotes, cada um mais feio que o outro, ainda sem penas, os três chorando. O menino levou-os para casa, inventou comidinhas para eles; um morreu, outro morreu, ficou um.
(Rubem Braga)

1) Neste excerto de Tuim criado no dedo,

a) o narrador em terceira pessoa emprega o discurso indireto para assimilar o ponto de vista do menino.
b) repetições, diminutivos, simplicidade sintática introduzem no discurso a perspectiva do menino.
c) a escassez de adjetivos torna concreta a visão substantiva, própria da infância.
d) o narrador em primeira pessoa utiliza o discurso direto para recriar a visão infantil.
e) diminutivos, predomínio da subordinação e sinestesias recriam o registro da percepção infantil.

Resolução:
Trata-se de um fragmento narrado em 3ª pessoa, sem passagens em discurso indireto (não há fala da personagem traduzida pelo narrador). A simplicidade sintática - com construções muito próximas da oralidade e predomínio da coordenação -, as repetições e os diminutivos dão a nítida impressão de um discurso pueril, típico de um menino.
LETRA B


2) Das afirmações sobre o verbo assinalado em "que tem no Brasil", qual a única INCORRETA?

a) É um uso típico da variante popular da língua.
b) Pode ser corretamente substituído por .
c) Seu valor semântico difere daquele que apresenta nas demais ocorrências.
d) É um verbo impessoal cujo objeto direto é o pronome que.
e) Pode ser corretamente substituído por existe.

Resolução:
No segmento destacado, ocorre o emprego do verbo ter em lugar de haver, significando existir. trata-se de uma forma frequente na variante popular do português do Brasil.
Substituindo-se o verbo ter por existir, no segmento, o pronome relativo "que" assume a função  de sujeito, recuperando "todos esses periquitinhos"; portanto o verbo deveria ser empregado no plural.
LETRA E


Texto para as questões 3 e 4

A carruagem parou ao pé de uma casa amarelada, com portinha pequena. Logo à entrada um cheiro mole e salobro enojou-a. A escada, de degraus gastos, subia ingrememente, apertada entre paredes onde a cal caía, e a umidade fizera nódoas. No patamar da sobre loja, uma janela com um gradeadozinho de arame, parda do pó acumulado, coberta de teias de aranha,coava a luz suja do saguão. E por trás de uma portinha, ao lado, sentia-se o ranger de um berço, o chorar doloroso de uma criança.
(Eça de Queirós, O primo Basílio)

3) Observando-se os recursos de estilo presentes na composição desse trecho, é correto afirmar que

a) o acúmulo de pormenores induz a uma percepção impessoal e neutra do real.
b) a descrição assume caráter impressionista, dando também dimensão subjetiva à percepção do espaço.
c) as descrições veiculam as impressões do narrador, e o monólogo interior, as da personagem.
d) a carência de adjetivos confere caráter objetivo e real à representação do espaço.
e) o predomínio da descrição confere caráter expressionista ao relato, eliminando seus resíduos subjetivos.

Resolução:
A descrição impressionista não apresenta as coisas pelo registro objetivo de suas características, mas através da subjetividade do observador, que as transfigura segundo suas impressões psíquicas despertadas por sua percepção sensorial.
Assim, o cheiro é "mole e salobro", a escada "sobe apertada" pelas paredes e a janela parece "coar a luz".
LETRA B

4) O segmento do texto em que a preposição de estabelece uma relação de causa é:

a) "ao pé de uma casa amarelada".
b) "escada, de degraus gastos"
c) "gradeadozinho de arame"
d) "parda do pó acumulado"
e) "luz suja do saguão"

Resolução:
No excerto "parda do pó acumulado", a preposição de estabelece uma relação causal, pois o que se pretende dizer é que a janela está parda por causa do pó acumulado.
LETRA D


Prova de Língua Portuguesa de 2008 da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

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A prova de Língua Portuguesa tem peso máximo em um bom número de Universidades país a fora. Então não esqueça de manter seus conhecimentos nessa área sempre em alta. Aproveite e teste o seu conhecimento com a prova de Língua Portuguesa de 2008 da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Instrução: As questões 01 a 05 referem-se ao texto abaixo.
01.     A crítica religiosa de Erasmo tinha grandes
02.     afinidades com a que Lutero começou a dirigir
03.     contra Roma, a partir de 1517: denúncia das
04.     indulgências, defesa de um Cristianismo depurado
05.     de idolatrias e superstições, volta …….. Bíblia, etc.
06.     Por isso, Lutero tentou incansavelmente obter
07.     a adesão de Erasmo, mas este respondia com
08.     evasões, até que, pressionado pelos católicos para
09.     que definisse sua posição, escreveu contra Lutero,
10.     em 1524, um texto em que se colocava
11.     frontalmente contra um dos pontos centrais da
12.     Reforma: De Libero Arbitrio.Nesse texto, Erasmo
13.     defendia a tese da vontade livre, consumando,
14.     assim, sua ruptura pública com o protestantismo,
15.     que, pelo menos em sua versão luterana, era
16.      radicalmente determinista.   
17.     Lutero respondeu …….. um texto intitulado De
18.     Servo Arbitrio,em que defendia a tese de que a
19.     mera hipótese de uma ação livre do homem,
20.     independente de Deus ou em cooperação com Ele,
21.     já constituía uma limitação da liberdade de Deus e
22.     uma afronta às Escrituras, que mostravam que a
23.    queda condenava o homem a um saber
24.     necessariamente imperfeito e a uma razão
25.     necessariamente heterônoma. Para Erasmo, como
26.     para os humanistas em geral, essa doutrina era
27.     inaceitável tanto por razões puramente religiosas –
28.     pois, sem o pressuposto da liberdade, caem por
29.     terra todos os preceitos morais, dirigidos a uma
30.     vontade que pode ou não aceitá-los – quanto por
31.     razões humanas. A Renascença havia instalado o
32.     homem no centro da história, e Erasmo não estava
33.     disposto a abrir mão dessa conquista, a mais
34.     valiosa dos novos tempos. Ele não aceitava a idéia
35.     agostiniana de natura deleta,da depravação
36.     congênita do homem, em conseqüência do pecado
37.     original. Para Erasmo, o homem é por natureza
38.     dotado de razão, e ela o impele à concórdia e à
39.     solidariedade. A violência, a guerra, a brutalidade
40.     são contrárias …….. natureza razoável do homem.
Adaptado de: ROUANET, Sérgio Paulo. Erasmo, pensador iluminista. In: _____. As razões do Iluminismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. p. 284-285.
1) Assinale a alternativa que preenche, corretamente e de acordo com o sentido do texto, as lacunas das linhas 05, 17 e 40, respectivamente.
(A)     a – com – à
(B)     a – à – à
(C)     à – a – a
(D)     à – com – a
(E)     à – com – à
2) De acordo com o texto, pode-se afirmar que Rouanet
(A)     conduz o leitor à certeza de que existem fatos históricos que devem ser repensados à luz de idéias iluministas.
(B)     argumenta a favor da idéia de que Erasmo e Lutero criticavam toda e qualquer religião, a despeito de suas próprias crenças religiosas.
(C)     apresenta as razões pelas quais Erasmo, na obra intitulada De Libero Arbitrio, criticou os pontos centrais da Reforma protestante.
(D)     contesta a idéia de que Lutero era contra a liberdade de pensamento do homem.
(E)     critica o ponto de vista de Erasmo sobre a Reforma protestante.
3) Assinale a alternativa que estabelece uma relação de referência correta entre o primeiro e o segundo segmentos extraídos do texto.
(A)     isso (l. 06) – a [crítica] que Lutero começou a dirigir contra Roma (l. 02-03)
(B)     sua (l. 14) – a tese da vontade livre (l. 13)
(C)     essa doutrina (l. 26) – a queda condenava o homem a um saber necessariamente imperfeito (l. 22-24)
(D)     dessa conquista (l. 33) – A Renas­cença havia instalado o homem no centro da história (l. 31-32)
(E)     o (l. 38) – Erasmo (l. 37)
4) No contexto em que se encontra, o nexo pelo menos (l. 15) poderia ser corretamente substituído por
(A)     até mesmo.
(B)     somente.
(C)     exceto.
(D)     não apenas.
(E)     ao menos.
5) Considere as propostas de reescrita do seguinte período do texto.
Para Erasmo, o homem é por natureza dotado de razão, e ela o impele à concórdia e à solidariedade (l. 37-39).
I  – De acordo com Erasmo, o homem é racional por natureza, e ela o leva à busca da concórdia e da solidariedade.
II – Segundo Erasmo, por natureza, o homem é racional, e isso o leva à busca da concórdia e da solidariedade.
III – O homem, segundo Erasmo, tem natureza racional, o que o leva a buscar a concórdia e a solidariedade.
Quais propostas de reescrita mantêm a correção e o sentido do texto original?
(A)     Apenas I.
(B)     Apenas II.
(C)     Apenas III.
(D)     Apenas I e II.
(E)     Apenas II e III.
Instrução: As questões 6 e 7 referem-se ao texto abaixo.
01.      Marina me explicou muito direitinho que eu não
02.     tinha razão. O que tinha era falta de confiança
03.     nela. Chorou, e fiquei meio lá, meio cá, propenso a
04.     acreditar que me havia enganado.
05.      – Posso obrigar uma pessoa a não olhar para
06.     mim? Posso furar os olhos do povo?
07.     Não senhora. A coisa era diferente: Eles tinham
08.     sido pegados com a boca na botija, grelando,
09.     esquecidos do mundo. Tinham ou não tinham? Sim
10.     senhor, mas sem malícia.
11.     – Posso furar os olhos do povo?
12.     Esta frase besta foi repetida muitas vezes, e,
13.     em falta de coisa melhor, aceitei-a. De fato, eu
14.     não tinha visto nada. As aparências mentem. A
15.     Terra não é redonda? Esta prova da inocência de
16.     Marina me pareceu considerável. Tantos indivíduos
17.     condenados injustamente neste mundo ruim!
18.     Quem pode lá jurar que isto é assim ou assado?
19.     Procurei mesmo capacitar-me de que Julião
20.    Tavares não existia. Julião Tavares era uma
21.     sensação. Uma sensação desagradável, que eu
22.    pretendia afastar de minha casa quando me
23.    juntasse àquela sensação agradável que ali estava
24.    a choramingar.
25.    – Pois bem, minha filha, não vale a pena falar
26.    mais nisso. Enxugue os olhos. Se você diz que não
27.    foi, não foi. Acabou-se, não se discute. Está aqui
28.    uma lembrancinha que eu lhe trouxe. Vamos ver
29.    se fica bonito.
Adaptado de: RAMOS, Graciliano. Angústia. 30. ed. São Paulo: Record, 1985. p. 86.
6) Assinale a alternativa que apresenta uma transposição gramaticalmente correta da voz passiva para a voz ativa da frase Eles tinham sido pegados com a boca na botija (l. 07-08).

(A)     Uma pessoa os teria pegado com a boca na botija.
(B)     Pessoas lhes tinham pegado com a boca na botija.
(C)     Alguém os tinha pegado com a boca na botija.
(D)     O povo pegou-os com a boca na botija.
(E)     Tinham pegado eles com a boca na botija.
7) O bloco superior, abaixo, apresenta três trechos do texto; o bloco inferior, interpretações desses trechos. Associe adequadamente cada um dos três trechos à sua correta interpretação.
De fato, eu não tinha visto nada. As aparências mentem. (l. 13-14)
Tantos indivíduos condenados injustamente neste mundo ruim! (l. 16-17)
Procurei mesmo capacitar-me de que Julião Tavares não existia. (l. 19-20)
1 – O narrador considera a possibilidade de que Marina não esteja mentindo.
2 – O narrador procura persuadir-se de que há razão para não julgar sumariamente Marina.
3 – O narrador apela para fatos que justifiquem sua desconfiança acerca da fidelidade de Marina.
4 – O narrador dispõe-se a recorrer ao que não é racional para acreditar em Marina.
A seqüência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
(A)     1 – 2 – 4.
(B)     1 – 3 – 2.
(C)     3 – 4 – 1.
(D)     3 – 2 – 4.
(E)     4 – 3 – 2.
Instrução: As questões 8 a 10 referem-se ao texto abaixo.
01.      Sendo a palavra escrita um produto da cultura,
02.     nisto, como em tudo mais, o indivíduo tem o
03.     direito de adoptar a que quiser – a que lhe parecer
04.     melhor ou mais conveniente. Isso quer dizer que,
05.     tecnicamente, …….. haver tantas ortografias quantos
06.     há escritores. Terá isso o inconveniente de, se um
07.     escritor optar por uma ortografia antipática ao
08.     público, o público o não ler? Seja: o inconveniente
09.     é para ele, não para o público. Praticou um acto:
10.     sofreu-lhe ele mesmo, só ele, as conseqüências
11.     intelectuais e morais.
12.     …….. cuidadosamente entre o dever cultural e
13.     o dever social. O meu dever cultural é pensar por
14.     mim, sem obediência a outrem; o meu dever
15.     cultural é registrar pela palavra escrita, grafando
16.     como entendo que devo, o que pensei. Assim se
17.     cria a cultura e portanto a civilização. Cessa aqui,
18.     porém, o que é puramente o meu dever cultural.
19.     Com a publicação do meu escrito, estou já,
20.     simultaneamente, em duas esferas – a cultural e a
21.     social: na cultural, pelo conteúdo do meu escrito;
22.     na social, pela acção, actual ou possível, sobre o
23.     ambiente. O meu escrito contém elementos
24.     prejudiciais à sociedade? Se legitimamente e por
25.     mim o pensei, continuo cumprindo meu dever
26.     cultural; meu dever social é que, consciente ou
27.     inconscientemente, não cumpri. São fenómenos
28.     distintos, dependentes, um, da minha
29.     contingência; outro, da minha consciência moral,
30.     se a tiver.
31.     Ora, a ortografia é um fenómeno puramente
32.     cultural: não tem aspecto social algum, porque não
33.     tem aspecto social o que não contém um elemento
34.     moral (ou imoral). O único efeito presumidamente
35.     prejudicial que estas divergências ortográficas
36.     podem ter é o de estabelecer confusão no público.
37.     Isso, porém, é da essência da cultura, que consiste
38.     precisamente em “estabelecer confusão”
39.     intelectual – em obrigar a pensar por meio do
40.     conflito de doutrinas religiosas, filosóficas,
41.     políticas, literárias e outras. Onde essas
42.     divergências ortográficas produziriam já um efeito
43.     prejudicial, e portanto imoral, é se o Estado
44.     admitisse essa divergência em seus documentos e
45.     publicações, e, derivadamente, a consentisse nas
46.     escolas.
Adaptado de: PESSOA, Fernando. O problema ortográfico. In: _____. A língua portuguesa. São Paulo: Cia. das Letras, 1999. p. 23-25.
8) Considerando que na edição brasileira do texto de Fernando Pessoa foi mantida a ortografia vigente em Portugal, assinale a alternativa em que as três palavras apresentadas evidenciam diferenças entre a ortografia portuguesa e a brasileira.
(A)     adoptar (l. 03) – optar (l. 07) – acto (l. 09)
(B)     adoptar (l. 03) – acção (l. 22) – fenómenos (l. 27)
(C)     intelectuais (l. 11) – outrem (l. 14)–actual (l. 22)
(D)     Cessa (l. 17) – fenómeno (l. 31) – aspecto (l. 32)
(E)     aspecto (l. 32) – divergências (l. 35) – admitisse (l. 44)
9) Considere as seguintes afirmações sobre o uso da forma pronominal lhe no texto.
I – O pronome lhe(l. 03) poderia ser substituído pelo segmento a ele, sem prejuízo da correção da frase.
II  – O pronome lhe (l. 10) poderia ser substituído pelo possessivo suas, a ser inserido antes da palavra conseqüências (l. 10), sem prejuízo do sentido e da correção da frase.
III – A forma pronominal lhe (l. 10) seria substituída pela forma direta o, se a forma verbal sofreu (l. 10) fosse substituída por suportou.
Quais estão corretas?
(A)     Apenas I.
(B)     Apenas II.
(C)     Apenas III.
(D)     Apenas I e II.
(E)     I, II e III.
10) Assinale a alternativa que apresenta os sinônimos mais adequados para as palavras conveniente(l. 04), distintos(l. 28) e consiste (l. 37), respectivamente.
(A)     favorável – evidentes – resulta
(B)     apropriada – diferentes – reside
(C)     convencional – diferentes – reside
(D)     favorável – diferentes – resulta
(E)     apropriada – evidentes – reside
Respostas: 1E, 2C, 3D, 4E, 5E, 6C, 7A, 8B, 9D e 10B.

Exercícios de Língua Portuguesa - Classes Gramaticais (resolvidos)

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10 Exercícios de classes gramaticais, com respostas

01. A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical, exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é:



a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem.

b) O novo novo: será que tudo já foi feito antes?

c) O carro popular a 12.000 reais está longe de ser popular.

d) É trágico verificar que, na televisão brasileira, só o trágico é que faz sucesso.

e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande.



Resposta: E



02.

Um dos traços marcantes do atual período histórico é (...) o papel verdadeiramente despótico da informação. (...) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta, dos objetos que o formam, das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. Todavia, nas condições atuais, as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas, aprofundando assim os processos de criação de desigualdades. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica, seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção, seja porque lhe escapa a possibilidade de controle.

O que é transmitido à maioria da humanidade é, de fato, uma informação manipulada que, em lugar de esclarecer, confunde. (Milton Santos, Por uma outra globalização)



Observe os sinônimos indicados entre parênteses:



I. “o papel verdadeiramente despótico (= tirânico) da informação”;

II. “dos homens em sua realidade intrínseca (= inerente)”;

III. “são apropriadas (= adequadas) por alguns Estados”.



Considerando-se o texto, a equivalência sinonímica está correta APENAS em:



a) I

b) II

c) III

d) I e II

e) I e III



Resposta: D

03. (FUVEST) Assinale a alternativa em que está correta a forma plural:



a) júnior – júniors

b) mal – maus

c) fuzil – fuzíveis

d) gavião – gaviães

e) atlas – atlas



Resposta: E



04. Em que alternativa aparecem dois substantivos do gênero masculino?



a) cal, dinamite

b) lança-perfume, champanha

c) alface, telefonema

d) gengibre, omoplata

e) formicida, sentinela



Resposta: B



05. (FUVEST)

Além de parecer não ter rotação, a Terra parece também estar imóvel no meio dos céus. Ptolomeu dá argumentos astronômicos para tentar mostrar isso. Para entender esses argumentos, é necessário lembrar que, na antiguidade, imaginava-se que todas as estrelas (mas não os planetas) estavam distribuídas sobre uma superfície esférica, cujo raio não parecia muito superior à distância da Terra aos planetas. Suponhamos agora que a Terra esteja no centro da esfera das estrelas. Neste caso, o céu visível à noite deve abranger, de cada vez, exatamente a metade da esfera das estrelas. E assim parece realmente ocorrer: em qualquer noite, de horizonte a horizonte, é possível contemplar, a cada instante, a metade do zodíaco. Se, no entanto, a Terra estivesse longe do centro da esfera estelar, então o campo de visão à noite não seria, em geral, a metade da esfera: poderíamos ver mais da metade, outras vezes poderíamos ver menos da metade, de horizonte a horizonte. Portanto, a evidência astronômica parece indicar que a Terra está no centro da esfera de estrelas. E se ela está sempre no centro, ela não se move em relação às estrelas.

(Roberto de A. Martins, Introdução geral ao Commentariolus de Nicolau Copernico)



Os termos além de, no entanto, então, portanto estabelecem, no texto, relações, respectivamente, de:



a) distanciamento – objeção – tempo – efeito

b) adição – objeção – tempo – conclusão

c) distanciamento – conseqüência – conclusão – efeito

d) distanciamento – oposição – tempo – conseqüência

e) adição – oposição – conseqüência – conclusão



Resposta: E



6. Considerando a relação lógica existente entre os dois segmentos dos provérbios adiante citados, o espaço

pontilhado NÃO poderá ser corretamente preenchido pela conjunção mas, apenas em:



a) Morre o homem, (...) fica a fama.

b) Reino com novo rei, (...) povo com nova lei.

c) Por fora bela viola, (...) por dentro pão bolorento.

d) Amigos, amigos! (...) negócios à parte.

e) A palavra é de prata, (...) o silêncio é de ouro.



Resposta: B

7. (ESPM-SP) Preencha os espaços com sessão, seção, secção ou cessão.



“Durante a ____________ parlamentar, uma ____________ do partido do Governo se manifestou contrária à _____________ de terra a imigrantes do Japão.”



RESOLUÇÃO: sessão, seção (ou secção), cessão.

Texto para a questão 8

Só os roçados da morte

compensam aqui cultivar,

e cultivá-los é fácil:

simples questão de plantar;

não se precisa de limpa,

de adubar nem de regar;

as estiagens e as pragas

fazem-nos mais prosperar;

e dão lucro imediato;

nem é preciso esperar

pela colheita: recebe-se

na hora mesma de semear.

(João Cabral de Melo Neto, Morte e vida severina)



8. Substituindo-se os dois-pontos por uma conjunção, em “(...) pela colheita: recebe-se (...)”, mantém-se o sentido do texto APENAS em “(...) pela colheita,



a) embora de receba (...)”

b) ou se recebe (...)”

c) ainda que se receba (...)”

d) já que se recebe (...)”

e) portanto se recebe (...)”



Resposta: D

9. As frases a seguir estão dispostas aos pares.

Leia-as com atenção e assinale a alternativa em que haja erro no emprego das palavras ou expressões destacadas.



I. Pedro mora naquela casa há cerca de dois anos.

Falamos bastante acerca de prostituição infantil

II. Aquele aluno falava demais durante as aulas.

Necessito de mais paciência para lidar com eles.

III. Preciso sair agora, se não perderei o ônibus.

Senão me ajudares, terei que recorrer a outra pessoa.



a) I

b) II

c) III

d) I e II

e) II e III



Resposta: C

10. A alternativa em que aparece uma palavra incorretamente grafada é:



a) pretensioso, quisesse, catálise

b) ascenção, mexerico, jiló

c) exceção, sarjeta, acesso

d) assessor, prazeroso, marquesa

e) encaixar, pesquisar, surdez



Resposta: B

Exercícios de Língua Portuguesa - Uso da Crase (resolvidos)

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10 exercícios sobre uso da Crase com suas respectivas respostas. Bom trabalho ;)


01. Assinale a alternativa em que o uso da crase é obrigatório:

      a) Um rapazito de paletó entrou na rua e foi perguntar à Machona pela Nhá Rita. (Aluísio Azevedo)
      b) José Cândido não tinha nem a cor nem o título convenientes à sua filha. (R. Braga)
      c) Mas o peru se adiantava até à beira da mata. (G. Rosa)
      d) Todos, às vezes, precisam ficar bêbados, e por isso bebem. (R. Braga)
      e) (...) evitei acompanhar Dr. Siqueira em suas visitas vespertinas à nossa bem amada. (J. Amado)

RESPOSTA: D

02. Qual das alternativas completa corretamente os espaços vazios?

      I.   E entre o sono e o medo, ouviu como se fosse de verdade o apito de um trem igual ____ que ouvira em 
            Limoeiro. (J. Lins do Rego)
      II.  Habituara-se ______ boa vida, tendo de um tudo, regalada. (J. Amado)
      III. Depois do meu telegrama (lembram: o telegrama em que recusei duzentos mil-réis ___ (pirata), a "Gazeta" 
            entrou a difamar-me. (G. Ramos)
      IV. Os adultos são gente crescida que vive sempre dizendo pra gente fazer isso e não fazer _____.
            (Millôr Fernandes)

      a) àquele, aquela, aquele, aquilo
      b) àquele, àquela, aquele, aquilo
      c) àquele, àquela, aquele, àquilo
      d) àquele, àquela, àquele, aquilo
      e) aquele, àquela, aquele, aquilo

RESPOSTA: D

03. (CESCEM) Sentou-se ___ máquina e pôs-se ___ reescrever uma ___ uma as páginas do relatório.

      a) a / a / à
      b) a / à / à
      c) à / a / a
      d) à / à / à
      e) à / à / a

RESPOSTA: C

04. (FASP) Assinale a alternativa com erro de crase:

      a) Você já esteve em Roma? Eu irei à Roma logo.
      b) Refiro-me à Roma antiga, na qual viveu César.
      c) Fui à Lisboa de meus avós, pois gosto da Lisboa de meus avós.
      d) Já não agrada ir à Brasília. A gasolina...
      e) nenhuma das alternativas está errada.

RESPOSTA: C

05. (ESAN) Das frases abaixo, apenas uma está correta, quanto à crase. Assinale-a:

      a) Devemos aliar a teoria à prática.
      b) Daqui à duas semanas ele estará de volta.
      c) Puseram-se à discutir em voz alta.
      d) Dia à dia, a empresa foi crescendo.
      e) Ele parecia entregue à tristes cogitações.

RESPOSTA: A

06. (ABC - MED.) Nas alternativas que seguem, há três frases, que podem estar corretas ou não. Leia-as atentamente e 
      marque a resposta certa:

      I.   O seu egoísmo só era comparável à sua feiúra.
      II.  Não pôde entregar-se às suas ilusões.
      III. Quem se vir em apuros, deve recorrer à justiça.

      a) Apenas a frase I está correta.
      b) Apenas a frase II está correta.
      c) Apenas as frases I e II estão corretas.
      d) Apenas as frases II e III estão corretas.
      e) As três frases estão corretas.

RESPOSTA: E

07. (FUND. LUSÍADA) Assinale a alternativa que completa corretamente o período: ____ noite estava clara e os 
      namorados foram _____ praia ver a chegada dos pescadores que voltavam ____ terra.

      a) Á / à / à
      b) A / à / à
      c) A / a / à
      d) À / a / à
      e) A / à / a

RESPOSTA: E




08. (ITA) Analisando as sentenças:

      I.   A vista disso, devemos tomar sérias medidas.
      II.  Não fale tal coisa as outras.
      III. Dia a dia a empresa foi crescendo.
      IV. Não ligo aquilo que me disse.

      Podemos deduzir que:

      a) Apenas a sentença III não tem crase.
      b) As sentenças III e IV não têm crase.
      c) Todas as sentenças têm crase.
      d) Nenhuma sentença tem crase.
      e) Apenas a sentença IV não tem crase.

RESPOSTA: A

09.  (ABC - MED.) A alternativa em que o acento indicativo de crase não procede é:

      a) Tais informações são iguais às que recebi ontem.
      b) Perdi uma caneta semelhante à sua.
      c) A construção da casa obedece às especificações da Prefeitura.
      d) O remédio devia ser ingerido gota à gota, e não de uma só vez.
      e) Não assistiu a essa operação, mas à de seu irmão.

RESPOSTA: D

10. (FUVEST) Indique a forma que não será utilizada para completar a frase seguinte:

      "Maria pediu ____ psicóloga que ____ ajudasse ____ resolver o problema que ___ muito ____ afligia."

      a) preposição (a)
      b) pronome pessoal feminino (a)
      c) contração da preposição a e do artigo feminino a (à)
      d) verbo haver indicando tempo (há)
      e) artigo feminino (a)

RESPOSTA: E

Exercícios de Língua Portuguesa - Figuras de Linguagem (resolvidos)

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Neste post você encontrará 10 exercícios de Figuras de Linguagem, com suas respectivas respostas. Em caso de dúvida contrate uma aula individual com um de nossos professores especializados pelo e-mail sovestibular@gmail.com

01. (VUNESP) No trecho: "...dão um jeito de mudar o mínimo para continuar mandando o máximo", a figura de linguagem presente é chamada:



a) metáfora

b) hipérbole

c) hipérbato

d) anáfora

e) antítese



RESPOSTA: E



02. (PUC - SP) Nos trechos: "O pavão é um arco-íris de plumas" e "...de tudo que ele suscita e

esplende e estremece e delira..." enquanto procedimento estilístico, temos, respectivamente:



a) metáfora e polissíndeto;

b) comparação e repetição;

c) metonímia e aliteração;

d) hipérbole e metáfora;

e) anáfora e metáfora.



RESPOSTA: A



03. (PUC - SP) Nos trechos: "...nem um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta pra lá

faltava nas estantes do major" e "...o essencial é achar-se as palavras que o violão pede e

deseja" encontramos, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem:



a) prosopopéia e hipérbole;

b) hipérbole e metonímia;

c) perífrase e hipérbole;

d) metonímia e eufemismo;

e) metonímia e prosopopéia.



RESPOSTA: E



04. (VUNESP) Na frase: "O pessoal estão exagerando, me disse ontem um camelô", encontramos a

figura de linguagem chamada:



a) silepse de pessoa

b) elipse

c) anacoluto

d) hipérbole

e) silepse de número



RESPOSTA: E




05. (ITA) Em qual das opções há erro de identificação das figuras?



a) "Um dia hei de ir embora / Adormecer no derradeiro sono." (eufemismo)

b) "A neblina, roçando o chão, cicia, em prece. (prosopopéia)

c) Já não são tão freqüentes os passeios noturnos na violenta Rio de Janeiro. (silepse de número)

d) "E fria, fluente, frouxa claridade / Flutua..." (aliteração)

e) "Oh sonora audição colorida do aroma." (sinestesia)



RESPOSTA: C



06. (UM - SP) Indique a alternativa em que haja uma concordância realizada por silepse:



a) Os irmãos de Teresa, os pais de Júlio e nós, habitantes desta pacata região, precisaremos de muita

força para sobreviver.

b) Poderão existir inúmeros problemas conosco devido às opiniões dadas neste relatório.

c) Os adultos somos bem mais prudentes que os jovens no combate às dificuldades.

d) Dar-lhe-emos novas oportunidades de trabalho para que você obtenha resultados mais

satisfatórios.

e) Haveremos de conseguir os medicamentos necessários para a cura desse vírus insubordinável a

qualquer tratamento.



RESPOSTA: C



07. (FEI) Assinalar a alternativa correta, correspondente à figuras de linguagem, presentes nos fragmentos

abaixo:



I. "Não te esqueças daquele amor ardente

que já nos olhos meus tão puro viste."

II. "A moral legisla para o homem; o direito para o cidadão."

III. "A maioria concordava nos pontos essenciais; nos pormenores porém, discordavam."

IV. "Isaac a vinte passos, divisando o vulto de um, pára, ergues a mão em viseira, firma os olhos."



a) anacoluto, hipérbato, hipálage, pleonasmo;

b) hipérbato, zeugma, silepse, assíndeto;

c) anáfora, polissíndeto, elipse, hipérbato;

d) pleonasmo, anacoluto, catacrese, eufemismo;

e) hipálage, silepse, polissíndeto, zeugma.



RESPOSTA: B



08. (FEBA - SP) Assinale a alternativa em que ocorre aliteração:



a) "Água de fonte .......... água de oceano ............. água de pranto. (Manuel Bandeira)

b) "A gente almoça e se coça e se roça e só se vicia." (Chico Buarque)

c) "Ouço o tique-taque do relógio: apresso-me então." (Clarice Lispector)

d) "Minha vida é uma colcha de retalhos, todos da mesma cor." (Mário Quintana)

e) N.d.a.



RESPOSTA: B



09. (CESGRANRIO) Na frase "O fio da idéia cresceu, engrossou e partiu-se" ocorre processo de

gradação. Não há gradação em:



a) O carro arrancou, ganhou velocidade e capotou.

b) O avião decolou, ganhou altura e caiu.

c) O balão inflou, começou a subir e apagou.

d) A inspiração surgiu, tomou conta de sua mente e frustrou-se.

e) João pegou de um livro, ouviu um disco e saiu.



RESPOSTA: E



10. (FATEC) "Seus óculos eram imperiosos." Assinale a alternativa em que aparece a mesma figura de

linguagem que há na frase acima:



a) "As cidades vinham surgindo na ponte dos nomes."

b) "Nasci na sala do 3° ano."

c) "O bonde passa cheio de pernas."

d) "O meu amor, paralisado, pula."

e) "Não serei o poeta de um mundo caduco."



RESPOSTA: C

 

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